Visita Agosto – Conhecendo Pinturas de Arte

Em agosto, contamos para as crianças um pouco sobre o trabalho de artistas conhecidos no Brasil como Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi e Lasar Segall.

Contamos um pouco de suas histórias e principais obras, quando então mostramos imagens destas para que pudessem visualizar as características de cada artista.

Em seguida entregamos os kits com tela, canetinha e livro de pintura para que as crianças pudessem desenvolver suas habilidades artísticas e quem sabe se tornarem nossos artistas do futuro!!

Foi uma tarde de muito aprendizado para todos nós, e como sempre, uma grande satisfação pelo trabalho realizado.

Vocês podem acompanhas outras histórias inspiradoras, bem com algumas fotos em nossa fanpage.

Equipe Mala de Artes

Visita Julho – “Zoom”

Neste mês de julho tivemos foco trabalhar a noção de “perto e longe” da criança, e as diversas perspectivas da imagem no seu singular / coletivo.

Usamos como ferramenta de trabalho o livro “Zoom”, incentivando a criança a perceber o que acontecia de uma página para a outra, com a descoberta de que a imagem estava se distanciando / ampliando o foco de visualização (para quem não conhece o livro, com a mudança de página a imagem vai “ampliando”, se no começo era só uma janela, agora é uma casa, depois uma cidades, etc..).

Após, as crianças receberam um pedaço de papel preto com um pequeno furinho no cento, para que tampasse um dos olhos e com o outro pudessem vivenciar a experiência de ver um pequeno pedaço de uma pintura da Tarsila do Amaral, que ia se distanciando e ampliando a imagem, para tanto, primeiro colocamos o quadro bem perto e fomos afastando aos poucos.

Em seguida, entregamos uma tela com uma caixa com canetão para que a criança registrasse o que viu.

A alegria foi demonstrada através dos olhinhos brilhantes !!

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julho 2015

Equipe Mala de Artes

Visita Junho – Festa Junina

Neste mês de junho,  aproveitamos a proximidade das festas juninas e fizemos as atividades da visita inspiradas nelas.

Iniciamos as atividades contando um pouco sobre festas juninas e sua diversidade do um pais tão continental como o Brasil, demos destaque às festas Nordestinas, as quais são caracterizadas por danças alegres e roupas especiais, sendo conhecidas em todo o Brasil pela animação que lhe é peculiar.

Contamos a história da “Festa no Céu” e após, dando prosseguimento as atividades com as crianças, levamos objetos sugestivos como um balão colorido e um boneco fantasiado de “caipira” (um espantalho) e desenvolvemos histórias individuais com cada uma das crianças, onde elas eram as autoras.

Por fim, deixamos tela e tinta para que reproduzissem e pedimos que desenvolvessem alguma pintura inspiradas nas atividades desenvolvidas.

Como sempre, foi uma tarde maravilhosa e gratificante!!!

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Junho 2015

Equipe Mala de Artes

Livros doados…

Livros - Fábio Farah

Hoje recebemos um montão de livros em doação da Lourdinha Mendes, uma amiga que cuida com muito carinho das obras que publica (editoras Lê, Abacatte e Compor).

Estes livros serão entregues junto com os kits das visitas. E um deles, o Pum de Peixe, será entregue pessoalmente pelo autor, Fábio Farah, em um bate papo com os pequenos ainda neste semestre.

Eu fiquei feliz só de abrir a caixa hoje de manhã. Imaginem como as crianças visitadas pelo projeto ficarão…

Desejo a todos uma semana divertida como as histórias infantis.

Mariana Mansur

 

 

A estrelinha que ficou !!!

Uma das coisas que mais admirava na minha amiga-irmã Alê era sua força. Ela era guerreira, sempre. Sorria, mesmo com dor.  E nunca perdeu a esperança.

Eu contava muitas histórias pra ela (fui voluntária contadora de histórias por 11 anos), lia de livros infantis – e como nos divertíamos com eles! – a contos, como este abaixo, um de seus preferidos:

 

A estrelinha que ficou (extraído de Contos e Lendas Orientais, de Malba Tahan)

Um poeta polonês , Felix Zamenhof, imaginou que as estrelinhas do céu resolveram,  certo dia, descer do azul, abandonar a altura do sem-fim e vieram todas, muito alegres, vier, na Terra, entre os homens. Mas as estrelinhas aqui permaneceram pouco tempo; aborreceram-se, por vários motivos, e voltaram a constelar o firmamento.  Houve, porém, uma estrelinha que resolver ficar. E ficou mesmo. Qual seria esta estrelinha que vive, entre os homens e no coração dos homens? Qual seria?

O caso que vou narrar, meu amigo, aconteceu há muitos e muitos anos.

As estrelinhas do céu resolveram, certa vez, deixar as alturas em que vivem. Deixariam o céu e viriam todas para a Terra.

-Vamos para a Terra, vamos para a Terra! – gritavam, com alegria, as estrelinhas do céu. – na Terra há mares, há rios e há florestas! Na Terra há frutos, há flores e há perfumes. Vamos todas para a Terra!

As estrelinhas falaram ao Anjo da Serena Compaixão.

Esse Anjo da Serena Compaixão é que vigia e comanda, por ordem de Deus, todos os astros luminosos do céu.

O Anjo da Serena Compaixão sabia que as estrelas que parecem, lá longe no céu, tão pequeninas, são grandes, imensas. E foi, por isso, falar a Deus, o senhor da Eterna Bondade.

– Deus Poderoso – disse, muito humilde, o anjo. As estrelinhas do céu querem ir para a Terra. Mas elas são pesadas, enormes e cheias de calor. A Terra não poderia conter as constelações que povoam o céu.

Deus, o Senhor do Mundo, sorriu bondoso e respondeu:

-Ora, tudo é muito simples. Eu permitirei que as estrelinhas desçam do céu e passem a viver na Terra. Sim, irão para a Terra. Mas elas descerão do céu e permanecerão, assim, pequeninas, como aparecem lá das alturas, pequeninas e bem pequeninas. E sempre pequeninas e brilhantes permanecerão na Terra.

Houve, nesse dia, ao cair da noite, uma chuva maravilhosa de estrelas.

Uma chuva de estrelas!

No céu ficaram o Sol, a Lua e um cometa rabugento, de cauda comprida, que não quis descer.

Mas as estrelinhas desceram.

Desceram e encheram a Terra. Espalharam-se por toda parte. Pelos campos, pelas praias, pelas estradas e pelos jardins.

Havia estrelinhas brancas, azuis, verdes, roxas e amarelas. Havia até (vejam só!) uma estrela furta-cor!

Que beleza!

Algumas ficaram bem quietinhas, a cintilar, no alto das torres; vieram outras pousar nas fontes, nos repuxos, ou saltitar entre as flores e iluminar os bosques.

As mais pequeninas, brincalhonas, apostavam corrida com os vaga-lumes; ou iam devagarinho assustar os sapos que cochilavam tranquilos entre as pedras junto das lagoas.

Que alegria para as crianças! Que alegria!

Mas no fim de poucos dias as estrelinhas começaram a fugir da Terra, aos grupos, aos bandos. Deixavam a Terra e voltavam para o céu. Voltavam a brilhar lá em cima, para além das nuvens, para além da Lua.

O Anjo da Serena Compaixão, ao observar que as estrelinhas voltavam, interrogou-as:

– Por que vocês voltaram?

A primeira estrela respondeu:

– Senhor! Vi tanta maldade na Terra que fiquei triste. Muito triste. E resolvi voltar para o céu.

Outra estrela, sendo interrogada, disse ao Anjo:

Na Terra, senhor, vi egoísmo, vi ingratidões e perfídias! Vi filhos falando grosseiramente com seus pais! Vi fracos perseguidos e espancados pelos fortes. Meu coração ficou abalado. E por isso, só por isso, resolvi voltar para o céu.

– E você? – perguntou, ainda o Anjo, a uma terceira estrela. – E você, por que voltou?

– Senhor, na Terra, durante os três dias que lá passei, vi homens ricos sem piedade; vi enfermos abandonados; velhos, sem lar, que vivem famintos, na miséria. Vi crianças andrajosas que mendigam pão pelas ruas. Tudo isso encheu de mágoa o meu coração. Resolvi voltar. Voltar para o céu.

Uma estrelinha amarela, do Cruzeiro, seguida de outras três (que eram suas irmãs) voltava também. O Anjo da Serena Compaixão perguntou-lhe:

– Que viu você na Terra, estrelinha amarela? Por que voltou?

Respondeu, cheia de funda mágoa, a estrelinha amarela do Cruzeiro:

– Senhor, vi na Terra homens sem fé que não creem em Deus! Sofri, com isso, um profundo abalo. Que tristeza! Homens ateus, sem fé, que não acreditam em Deus! Deixei a Terra e resolvi voltar para o céu.

E assim todas as estrelinhas, por terem visto maldades na Terra, voltaram para o céu. E cada uma, ao chegar, ia muito quietinha, retomar o seu antigo lugar no meio das constelações.

O Anjo da Serena Compaixão achou que devia conta-las. E contou-as, uma a uma!

– Uma, duas, três, quatro, cinco…

E nessa conta, uma a uma, foi até vinte mil e seis:

– Vinte mil e seis!

Estranhou o Anjo aquela conta. Estranhou e disse:

– O que é isso? Esta conta não está certa. Desceram vinte mil e sete estrelinhas, e só voltaram vinte mil e seis! Está faltando uma! Falta uma estrelinha!

– Sim, sim, confirmou uma estrelinha azul que estava perto.  – falta uma estrelinha, Houve uma companheira que não quis voltar. Resolveu ficar, para sempre, entre os homens.

Indagou o Anjo:

– Que estrela foi essa? Qual foi a estrela que não voltou?

A estrela azul, falando muito baixinho, respondeu:

– Escuta, Anjo da Serena Compaixão. Escuta! Foi a estrela verde da esperança, nossa boa amiga e companheira. Foi essa, a estrela verde da esperança, a única que não voltou… Ficou…

A estrela verde da esperança!

É por isso, meu amigo, que os homens, todos os homens, nos momentos mais tristes da vida, nos momentos de perigo, de dor ou de aflição, nunca perdem a esperança…

É que a estrelinha da esperança, nossa boa amiga, deixou o céu e veio (diz a lenda)  viver na Terra e vive, para sempre, no coração dos homens.

Foi a única que ficou…

 

Mariana Mansur

Alessandra, nas palavras de seu Pai!!!

Minha querida filha Alessandra,

Foi uma sonhadora que com sua alegria contagiava a todos.

Queria que todos fossem felizes, os que com ela conviviam nas escolas, nos trabalhos e em suas relações sociais.

Inteligente, culta e extremamente religiosa.

A todos do seu amplo relacionamento sempre oferecia algo que se transformasse em bem material ou espiritual.

Alê sempre estava presente com todos, nos seus momento felizes ou no tormento dos sofrimentos, oferecendo sempre esperança de conforto e alegria.

Jamais se deixou abater, oferecendo a todos a certeza de futuro promissor.

A Mala de Artes da Menina Alessandra é a fagulha que deixou por seu desejo de ajudar a todos, especialmente às crianças necessitadas, acreditando nos seus futuros felizes.

Fauze Saadi

O depoimento de Fernanda seu envolvimento com o projeto

 

Eu e a Alessandra
Alessandra e eu!

E aí numa noite virando de lado bati com a mão no meu seio e senti algo duro, voltei e examinei melhor o local, mas não me preocupei porque dali uma semana tinha consulta com a ginecologista. Estava tranquila porque tinha feito todos os exames há 8 meses apenas, e eu fazia a cada seis meses, pois minha mãe teve câncer de mama aos 57 anos e esta bem até hoje, com seus 92.

Alessandra existia na minha vida por ser filha de uma amiga querida,e como todos, eu também me encantava com sua energia, sua alegria pra festas e viagens e acompanhava sua luta com o câncer.

No dia da consulta a medica apalpou e me disse: – “Se for algo, é pequeno”. E pediu exames mamografia e ultrassonografia.

Os exames indicavam que se tratava de um tumor com características malignas, o que foi confirmado pela biopsia. Meu mundo caiu e fiquei sem chão! Então me lembrei da Ale lutando contra a doença cheia de vida… isso me deu força para enfrentar e conseguir parar de ter pena de mim.

Fiz a cirurgia, retirei um quadrante e, dias depois meu medico me ligou dizendo o resultado da biopsia. Meu tumor era agressivo, teria que fazer quimioterapia e meu cabelo iria cair. Pela segunda vez meu mundo tornou a cair.

Liguei para Alessandra e ela me disse pra ir tomar um vinho com ela a noite depois do trabalho.

Ninguém diria que eu estava diante de uma pessoa em tratamento de câncer, tamanha vitalidade! Tomamos o vinho enquanto ela me contava algo engraçado da sua rotina e então fiz a pergunta que já foi pronta na minha mente: -“Ale, você sempre fica bem assim? Essa alegria é constante?” Ela me respondeu: – “Não, nem sempre…. às vezes a gente cai… mas levanta logo.”

A noite terminou comigo experimentando as suas perucas e dando muita risada porque ela tinha cabelo preto e eu cabelo loiro, e descobrimos que eu ficava bem de cabelo escuro. Entramos no site e vimos várias perucas que, acabei comprando.

Fiz a quimioterapia e, 14 dias depois, passando a mão na cabeça, meu cabelo saiu na minha mão. Eu achava que estava preparada porque sabia que isso iria acontecer, mas, quando acontece é um choque! Liguei pra Ale que me disse para raspar tudo ou cortar bem curtinho porque as perucas já haviam chegado. Segui o conselho dela e  fui à minha cabeleireira que, com lágrimas nos olhos, cortou meu cabelo joãozinho. No dia seguinte meu travesseiro estava repleto de cabelos, o que me deu mais desespero. Pedi ao meu marido que raspasse minha cabeça. Lembro até hoje do barulho da máquina e minhas lagrimas lavando meu rosto.

Meu marido usava barba desde seus 18 anos, sempre curta e aparada, era sua maior vaidade, estava com 64 anos. Em solidariedade a mim, raspou a barba.

Alessandra, sempre presente, me ajudava dando dicas de como não passar tão mal durante a químio. Os efeitos vinham no segundo dia e, a dica dela, que me ajudava muito, era ficar quietinha deitada sem falar com ninguém, via filmes ou dormia. Depois de dois dias estava ótima.

Terminei o tratamento e nesse tempo o câncer da Ale tinha voltado. Um ano depois meu câncer voltou na mesma mama e na axila. Novamente Ale me inspirou a encarar de frente a doença. Desta vez tinha um problema maior, minha filha iria se casar dia 10 de agosto e estávamos no dia 4 de julho. O médico me disse que não poderia esperar um mês, então operamos no dia 10, exatamente um mês antes do casamento.

Desta vez fiz mastectomia total nas duas mamas e esvaziei axila. Fiz a reconstrução na mesma cirurgia, que demorou 9 horas. Precisei tirar um pedaço do músculo das costas, com pele, porque como tinha feito Radioterapia, a pele não tinha elasticidade pra segurar a prótese. A pele se rompe no lugar que se aplica a Radio.

Depois da cirurgia, vim pra casa com 8 drenos e, 15 dias antes do casamento a mama esquerda estava com seroma (liquido amarelo que se acumula no lugar). Retirei meio litro de líquido ate 5 dias antes do casamento.

Nesse meio tempo Ale teve problemas com seu cateter que teve que ser retirado e colocado externamente no braço, o que não a impediu de estar linda e alegre no dia do casamento de minha filha, mesmo com a faixa tampando o cateter.

Ia me esquecendo de contar que Ale ajudou demais no chá de cozinha, foi na rua 25 de Março comprar enfeites para o chá e fez os cupcakes. Isso porque não estava bem, tinha feito quimio.

No dia do casamento eu estava muito bem, nem parecia que tinha passado por tudo que passei, mas minha força se chamava Alessandra. E dois dias após, eu estava internada  pra colocar novamente o cateter e começar a quimio. E lá se foi meu cabelo de novo…

Em setembro Ale fez uma quimio diferente que a debilitou muito, essa nova quimio era uma tentativa de reduzir o câncer que, tinha aumentado.

Um dia, antes de uma das minhas sessões de quimioterapia, que caiu no mesmo dia que a dela, estivemos juntas e, ela como sempre, fazendo planos pra próxima viagem me contou que havia comprado O Natal Luz em Gramado, e me convidou pra ir também, pois iria uma turma grande. Ela insistiu e acabei comprando. Marcamos para o dia 1 de Novembro.

Lembrei de uma vez que fui encontrar com Ale e seus pais em Buenos Aires, pra onde ela gostava muito de ir e, assim que entrei no quarto do hotel bateram na porta, era Ale com sua mãe que entraram trazendo uma taça de vinho e uma empanada pois sabiam que eu   adorava. Essa era Alessandra!

Em outubro ela continuava internada e no dia das crianças fui visitá-la. O quarto todo enfeitado e com docinhos pra quem fosse la. Aliás, todos os motivos eram pra festa.

No dia 1 de Novembro fiz minha viagem à Gramado, muito triste porque tinha perdido minha amiga e inspiradora de fé e coragem, no dia 29 de outubro. Ninguém tinha ânimo pra viajar, mas sua mãe, num gesto maior de nobreza, nos pediu pra viajar porque era o que Alessandra gostava mais de fazer.

Alessandra viajou pelo mundo e colecionava amigos de todas as partes. Era fácil gostar dela com seu jeito de menina e sempre com um sorriso pronto.

 

Esse projeto era um sonho da Alê e eu não poderia ficar de fora. Me sinto honrada em participar e devolver aos que precisam o que ela me deu, alegria, fé, coragem e nunca desistir de sonhar.

 

Obrigada minha amiga!

 

Meu nome é Maria Fernanda e essa é a minha historia, na qual sem Alessandra, não teria sido a mesma.

 

Um pouco de nossas experiências através das visitas…

Para aqueles que ainda não nos conhecem, o projeto Mala de Arte da Menina Alessandra foi idealizado nos meados de 2013, realizando sua primeira visita às crianças no mês de maio de 2014.

Nesta nova fase, estamos criando um blog para nos aproximarmos mais de vocês, onde poderemos trocar ideias, relatar experiência e divulgar o projeto.

Aproveitaremos ainda o espaço para divulgar notícias e assuntos que acreditamos sejam de interesse as pessoas da área de saúde, arte, voluntários, etc.

Neste texto, faremos um breve relato de algumas de nossas visitas realizadas deste o início do projeto.

 

14/05/2014

Este dia marcou nossa primeira visita ás crianças hospitalizadas. Para a maioria de nós tudo era novidade: o modo de abordar as crianças e suas famílias; os cuidados com os paramentos (aventais, luvas, mascaras); a comunicação com a equipe de saúde do hospital, e tudo mais que envolve o trabalho com pessoas debilitadas.

Neste primeiro dia, tivemos muita ajuda da equipe de humanização do HC, que além de nos darem todo um treinamento sobre os cuidados que deveríamos ter durante o contato, nos acompanharam em todas as vistas, ajudando nossa comunicação com os atendidos.

Dentre muitos momentos marcantes deste nosso primeiro encontro, destacamos uma mãe que ao final fez questão de agradecer aquele nosso pequeno gesto que para ela tinha significado muito.

Aproveitamos ainda a oportunidade para agradecer toda a equipe de humanização do HC, bem como a equipe técnica (enfermeiros e demais profissionais da saúde) do ITACI, pelo acolhimento e por acreditarem em nosso projeto.

 

11/06/2014

Nesta nossa segunda visita, um pouco menos travados do que na anterior, tivemos contado com as crianças e pudemos desenvolver um pouco melhor nossa proposta de trabalho / ocupação relacionada à arte. Cada criança internada recebeu um kit com giz de cera, massinha para modelar, guache, gibi, tela, canetona, cola colorida, e muito mais.

Algumas se utilizaram do material no momento em que estávamos lá, outras preferiram guardar para um momento posterior.

Novamente foi um dia de muito aprendizado para todos nós.

 

10/09/2014

Esta já foi nossa quinta visita, sendo que a cada novo mês sentíamos mais confiantes e integrados com as crianças.

Neste dia as crianças internadas foram apresentadas a Aldemir Martins e seus gatos.
Cada uma recebeu seu kit com materiais de arte e puderam desenhar e pintar sobre aquilo que aprenderam e outras coisas de seu dia a dia com cores no caderno e na tela que compuseram o kit.

 

10/09/2014

Neste mês propusemos que as crianças desenham nas telas contidas em seus kits e destacamos um menino de aproximadamente 4 anos, que fez questão de abrir seu kit e desenhar um quadro para pendurar na parede do quarto.

 

09/10/2014

Pela proximidade do dia das crianças tivemos uma visita ainda mais especial, já que foi planejada em homenagem ao dia delas!

A Equipe da Mala de Artes da Menina Alessandra planejou tudo com muito carinho!
As crianças receberam bexigas e uma maleta ilustrada, com brinquedos, jogos e acessórios (tiaras, anéis, pulseiras e colares que piscavam). Foi possível conversar sobre arte, tendo por base Romero Brito, conhecido por quase todos. As obras do autor, caracterizadas por temas alegres e cores vibrantes, são conhecidas por buscar trazer esperança e aconchego.

As crianças se mostraram especialmente contentes ao ganhar a bexiga do projeto, que trouxe ao momento um clima de festa, troca e alegria.

Foi possível brincar com aqueles que quiseram circular pelos corredores do hospital com suas bexigas e acessórios.

Vamos relatar alguns dos momentos da visita de hoje para compartilhar algumas  experiências que tivemos.

  • Uma criança de aproximadamente 5 anos estava encantada com a bexiga que a puxava para cima, imitando que iria voar.
  • Outra, ao receber a boneca ficou muito feliz, dizendo que era um modelo que ela colecionava.
  • Um adolescente amarrou bexigas no brinquedo até que o avião voasse.
  • Em um dos quartos soubemos que o pai do paciente estava fazendo aniversário, sendo ele também presenteado com bexiga do projeto.

Foi um dia maravilhoso, repleto de experiências inesquecíveis e gratificantes!

 

12/11/2014

Neste dia estivemos no quarto de meninos e meninas. Pacientes de SP, do MT, de MG, do PI e até do Paraguai. De 5 meses a 17 anos.

Todos receberam o kit de artes do mês (canetão, massinha pra modelar, pintura a dedo, caderno pra desenho e gibi) e foram motivados a usar o material a partir da história do livro “Nicholas e os vingadores” gentilmente doado pela autora, Cristina Agostinho. Cada criança recebeu seu exemplar.

 

21/12/2014
O Itaci e a recebeu neste dias a visita do Papai Noel do projeto “A Mala de Artes da Menina Alessandra”. As crianças ganharam de helicópteros e carrinhos com controle remoto a bonecas e bolas da Peppa. Nem preciso dizer que elas adoraram. Algumas também aproveitaram a oportunidade pra tirar a tradicional foto com o Papai Noel.

Aproveitamos ainda a oportunidade que nos foi dado e estendemos a vista a algumas crianças internada na Beneficência Portuguesa, onde a farra com o Papai Noel continuo…

 

11/02/2015

As crianças internadas no Itaci em fevereiro são diferentes das que lá estavam em novembro. Então repetimos a atividade do livro “Nicholas e os Vingadores”, aproveitando uma nova leva de livros doados pela autora. Os pacientes também receberam o kit do mês: massinha, canetinha, caderno, gibi.
Eles adoraram, e nós também!

 

11/03/2015

Neste dia abordamos em nossa atividade o tema: A importância da água, com destaque para objeto, guarda chuva.

Na ocasião abordamos as diferença entre guarda-chuva e sombrinha; as manifestações culturais que se utilizam desses instrumentos, tais como o frevo.

Ao final fizemos uma atividade na qual abrimos o guarda-chuva com diversas parlendas (frases/versinhos) penduradas em seu interior, e as crianças puderam escolher algumas que eram lidas em cada quarto – atividade que as crianças e seus acompanhantes adoraram.
Por fim, abordamos a música Aquarela do Toquinho.
Como sempre, foi uma tarde muito gratificante para todos nós.

 

08/04/2015

Em nossa visita mensal tivemos como foco estimular a criatividade das crianças!

Iniciamos as atividades com o guarda-chuva com diversas parlendas (frases/versinhos) penduradas em seu interior e após o “aquecimento” fomos sorteamos palavras nos 6 (seis) saquinhos que tínhamos e a cada nova palavra a criança ia criando e desenvolvendo a história que por ela estava sendo criada.

As crianças e os acompanhantes (estes também entravam na brincadeira para ajudar), criaram as mais diversas histórias, com muita imaginação e criatividade.
Mais uma trade gratificante para todos nós.

 

19/05/2015

Este mês, continuamos estimulando a criatividade das crianças!

Iniciamos as atividades com a criação de uma história em conjunto, onde fomos passando um barbante para cada pessoa do quarto, que ao recebê-lo deveria dar continuidade a história que estava sendo criada, até que a mesma tivesse um final.
Após, pedimos para a criança escolher o que mais gostou da história e fazer um desenho na tela branca com pedaços de lã e cola.

A imaginação correu solta e foram criadas as mais diversas histórias e desenhos.
Neste mês tivemos ainda a companhia de alguns jovens, que foram conhecer o trabalho voluntário e aproveitaram para distribuírem livros aos pacientes.
Novamente a sensação de gratificação foi imensa.
Estes são os relatos de algumas de nossas experiências neste pouco mais de 1 (um) ano de visitas!!! Esperamos que tenham gostado.

Vocês podem acompanhas outras histórias inspiradoras, bem com algumas fotos em nossa fanpage.

A partir de agora, periodicamente teremos novidades sendo publicadas, esperamos que gostem!!!

Visita de Novembro: Contando Histórias

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Na visita de novembro de 2014, estivemos no quarto de meninos e meninas. Pacientes de SP, do MT, de MG, do PI e até do Paraguai. De 5 meses a 17 anos.

Todos receberam o kit de artes do mês (canetão, massinha pra modelar, pintura a dedo, caderno pra desenho e gibi) e foram motivados a usar o material a partir da história do livro “Nicholas e os Vingadores” gentilmente doado pela autora, Cristina Agostinho.

Cada criança recebeu seu exemplar.

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