O dia do leitor foi no dia 7/01 e na semana do leitor fizemos uma visita especial.
Foi uma visita dupla – fomos nos dois hospitais que atendemos.
Logo… as crianças internadas no ITACI – Instituto de Tratamento do Câncer Infantil e no ICr começaram o ano recebendo livros, o melhor incentivo para a formação de novos leitores.
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Nossa tarefa foi facilitada pelo constante apoio da escritora Cristina Agostinho e seu “Nicholas e os Vingadores”.
Além de se identificarem e se divertirem com a história do pequeno super herói, as crianças também foram presenteadas com o kit do mês: tela e canetinhas.
(Visitas realizadas pela Maria Ignez e Mariana)
Visita Julho – “Zoom”
Neste mês de julho tivemos foco trabalhar a noção de “perto e longe” da criança, e as diversas perspectivas da imagem no seu singular / coletivo.
Usamos como ferramenta de trabalho o livro “Zoom”, incentivando a criança a perceber o que acontecia de uma página para a outra, com a descoberta de que a imagem estava se distanciando / ampliando o foco de visualização (para quem não conhece o livro, com a mudança de página a imagem vai “ampliando”, se no começo era só uma janela, agora é uma casa, depois uma cidades, etc..).
Após, as crianças receberam um pedaço de papel preto com um pequeno furinho no cento, para que tampasse um dos olhos e com o outro pudessem vivenciar a experiência de ver um pequeno pedaço de uma pintura da Tarsila do Amaral, que ia se distanciando e ampliando a imagem, para tanto, primeiro colocamos o quadro bem perto e fomos afastando aos poucos.
Em seguida, entregamos uma tela com uma caixa com canetão para que a criança registrasse o que viu.
A alegria foi demonstrada através dos olhinhos brilhantes !!
Vocês podem acompanhas outras histórias inspiradoras, bem com algumas fotos em nossa fanpage.
Equipe Mala de Artes
Livros doados…
Hoje recebemos um montão de livros em doação da Lourdinha Mendes, uma amiga que cuida com muito carinho das obras que publica (editoras Lê, Abacatte e Compor).
Estes livros serão entregues junto com os kits das visitas. E um deles, o Pum de Peixe, será entregue pessoalmente pelo autor, Fábio Farah, em um bate papo com os pequenos ainda neste semestre.
Eu fiquei feliz só de abrir a caixa hoje de manhã. Imaginem como as crianças visitadas pelo projeto ficarão…
Desejo a todos uma semana divertida como as histórias infantis.
Mariana Mansur
A estrelinha que ficou !!!
Uma das coisas que mais admirava na minha amiga-irmã Alê era sua força. Ela era guerreira, sempre. Sorria, mesmo com dor. E nunca perdeu a esperança.
Eu contava muitas histórias pra ela (fui voluntária contadora de histórias por 11 anos), lia de livros infantis – e como nos divertíamos com eles! – a contos, como este abaixo, um de seus preferidos:
A estrelinha que ficou (extraído de Contos e Lendas Orientais, de Malba Tahan)
Um poeta polonês , Felix Zamenhof, imaginou que as estrelinhas do céu resolveram, certo dia, descer do azul, abandonar a altura do sem-fim e vieram todas, muito alegres, vier, na Terra, entre os homens. Mas as estrelinhas aqui permaneceram pouco tempo; aborreceram-se, por vários motivos, e voltaram a constelar o firmamento. Houve, porém, uma estrelinha que resolver ficar. E ficou mesmo. Qual seria esta estrelinha que vive, entre os homens e no coração dos homens? Qual seria?
O caso que vou narrar, meu amigo, aconteceu há muitos e muitos anos.
As estrelinhas do céu resolveram, certa vez, deixar as alturas em que vivem. Deixariam o céu e viriam todas para a Terra.
-Vamos para a Terra, vamos para a Terra! – gritavam, com alegria, as estrelinhas do céu. – na Terra há mares, há rios e há florestas! Na Terra há frutos, há flores e há perfumes. Vamos todas para a Terra!
As estrelinhas falaram ao Anjo da Serena Compaixão.
Esse Anjo da Serena Compaixão é que vigia e comanda, por ordem de Deus, todos os astros luminosos do céu.
O Anjo da Serena Compaixão sabia que as estrelas que parecem, lá longe no céu, tão pequeninas, são grandes, imensas. E foi, por isso, falar a Deus, o senhor da Eterna Bondade.
– Deus Poderoso – disse, muito humilde, o anjo. As estrelinhas do céu querem ir para a Terra. Mas elas são pesadas, enormes e cheias de calor. A Terra não poderia conter as constelações que povoam o céu.
Deus, o Senhor do Mundo, sorriu bondoso e respondeu:
-Ora, tudo é muito simples. Eu permitirei que as estrelinhas desçam do céu e passem a viver na Terra. Sim, irão para a Terra. Mas elas descerão do céu e permanecerão, assim, pequeninas, como aparecem lá das alturas, pequeninas e bem pequeninas. E sempre pequeninas e brilhantes permanecerão na Terra.
Houve, nesse dia, ao cair da noite, uma chuva maravilhosa de estrelas.
Uma chuva de estrelas!
No céu ficaram o Sol, a Lua e um cometa rabugento, de cauda comprida, que não quis descer.
Mas as estrelinhas desceram.
Desceram e encheram a Terra. Espalharam-se por toda parte. Pelos campos, pelas praias, pelas estradas e pelos jardins.
Havia estrelinhas brancas, azuis, verdes, roxas e amarelas. Havia até (vejam só!) uma estrela furta-cor!
Que beleza!
Algumas ficaram bem quietinhas, a cintilar, no alto das torres; vieram outras pousar nas fontes, nos repuxos, ou saltitar entre as flores e iluminar os bosques.
As mais pequeninas, brincalhonas, apostavam corrida com os vaga-lumes; ou iam devagarinho assustar os sapos que cochilavam tranquilos entre as pedras junto das lagoas.
Que alegria para as crianças! Que alegria!
Mas no fim de poucos dias as estrelinhas começaram a fugir da Terra, aos grupos, aos bandos. Deixavam a Terra e voltavam para o céu. Voltavam a brilhar lá em cima, para além das nuvens, para além da Lua.
O Anjo da Serena Compaixão, ao observar que as estrelinhas voltavam, interrogou-as:
– Por que vocês voltaram?
A primeira estrela respondeu:
– Senhor! Vi tanta maldade na Terra que fiquei triste. Muito triste. E resolvi voltar para o céu.
Outra estrela, sendo interrogada, disse ao Anjo:
Na Terra, senhor, vi egoísmo, vi ingratidões e perfídias! Vi filhos falando grosseiramente com seus pais! Vi fracos perseguidos e espancados pelos fortes. Meu coração ficou abalado. E por isso, só por isso, resolvi voltar para o céu.
– E você? – perguntou, ainda o Anjo, a uma terceira estrela. – E você, por que voltou?
– Senhor, na Terra, durante os três dias que lá passei, vi homens ricos sem piedade; vi enfermos abandonados; velhos, sem lar, que vivem famintos, na miséria. Vi crianças andrajosas que mendigam pão pelas ruas. Tudo isso encheu de mágoa o meu coração. Resolvi voltar. Voltar para o céu.
Uma estrelinha amarela, do Cruzeiro, seguida de outras três (que eram suas irmãs) voltava também. O Anjo da Serena Compaixão perguntou-lhe:
– Que viu você na Terra, estrelinha amarela? Por que voltou?
Respondeu, cheia de funda mágoa, a estrelinha amarela do Cruzeiro:
– Senhor, vi na Terra homens sem fé que não creem em Deus! Sofri, com isso, um profundo abalo. Que tristeza! Homens ateus, sem fé, que não acreditam em Deus! Deixei a Terra e resolvi voltar para o céu.
E assim todas as estrelinhas, por terem visto maldades na Terra, voltaram para o céu. E cada uma, ao chegar, ia muito quietinha, retomar o seu antigo lugar no meio das constelações.
O Anjo da Serena Compaixão achou que devia conta-las. E contou-as, uma a uma!
– Uma, duas, três, quatro, cinco…
E nessa conta, uma a uma, foi até vinte mil e seis:
– Vinte mil e seis!
Estranhou o Anjo aquela conta. Estranhou e disse:
– O que é isso? Esta conta não está certa. Desceram vinte mil e sete estrelinhas, e só voltaram vinte mil e seis! Está faltando uma! Falta uma estrelinha!
– Sim, sim, confirmou uma estrelinha azul que estava perto. – falta uma estrelinha, Houve uma companheira que não quis voltar. Resolveu ficar, para sempre, entre os homens.
Indagou o Anjo:
– Que estrela foi essa? Qual foi a estrela que não voltou?
A estrela azul, falando muito baixinho, respondeu:
– Escuta, Anjo da Serena Compaixão. Escuta! Foi a estrela verde da esperança, nossa boa amiga e companheira. Foi essa, a estrela verde da esperança, a única que não voltou… Ficou…
A estrela verde da esperança!
É por isso, meu amigo, que os homens, todos os homens, nos momentos mais tristes da vida, nos momentos de perigo, de dor ou de aflição, nunca perdem a esperança…
É que a estrelinha da esperança, nossa boa amiga, deixou o céu e veio (diz a lenda) viver na Terra e vive, para sempre, no coração dos homens.
Foi a única que ficou…
Mariana Mansur
Visita de Novembro: Contando Histórias
Na visita de novembro de 2014, estivemos no quarto de meninos e meninas. Pacientes de SP, do MT, de MG, do PI e até do Paraguai. De 5 meses a 17 anos.
Todos receberam o kit de artes do mês (canetão, massinha pra modelar, pintura a dedo, caderno pra desenho e gibi) e foram motivados a usar o material a partir da história do livro “Nicholas e os Vingadores” gentilmente doado pela autora, Cristina Agostinho.
Cada criança recebeu seu exemplar.
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Criatividade sempre: barbantes e histórias
Este mês, continuamos estimulando a criatividade das crianças!
Iniciamos as atividades com a criação de uma história em conjunto, onde fomos passando um barbante para cada pessoa do quarto, que ao recebê-lo deveria dar continuidade a história que estava sendo criada, até que a mesma tivesse um final.
Após, pedimos para a criança escolher o que mais gostou da história e fazer um desenho na tela branca com pedaços de lã e cola. A imaginação correu solta e foram criadas as mais diversas histórias e desenhos.
Neste mês tivemos ainda a companhia de alguns jovens, que foram conhecer o trabalho voluntário e aproveitaram para distribuírem livros aos pacientes.
Novamente a sensação de gratificação foi imensa.
Criatividade: guarda chuva de parlendas e histórias contadas
No último dia 08/04/2015, em nossa visita mensal tivemos como foco estimular a criatividade das crianças!
Iniciamos as atividades com o guarda-chuva com diversas parlendas (frases/versinhos) penduradas em seu interior e após o “aquecimento” fomos sorteamos palavras nos 6 (seis) saquinhos que tínhamos e a cada nova palavra a criança ia criando e desenvolvendo a história que por ela estava sendo criada.
As crianças e os acompanhantes (estes também entravam na brincadeira para ajudar), criaram as mais diversas histórias, com muita imaginação e criatividade.
Mais uma trade gratificante para todos nós.



